terça-feira, 5 de abril de 2016

Voz

Não deixarei mais que duvides de mim!
Estou farta de ser
D U V I D A D A.

Não deixarei mais que tenhas a força
de me manter fraca,
muda, inerte, calada.

Seu orgulho de macho não podará minha fala.
E grito: ACEITE!
Negras periféricas não são suas mulatas.

Não permitirei que tentes me arrancar
a voz rubra que entoo,
pois quando falo sangro a luta
de todas que morreram para que eu pudesse falar.

Não deixarei que você me cale!
Continuarei acreditando na minha voz,
não adianta mais tentar me deslegitimar.

Contra gritos que me chamem de louca,
risadas que tentem ridicularizar minha o que digo:
Irei falar!
Contra todas as caras feias e bocas tortas,
até que TODAS conheçamos o poder da nossa voz.