sexta-feira, 19 de junho de 2015

abuso

De tanto carinho e cuidado que nutria pela caneta

     - Lembraça órfã de pessoa que já se foi -
deixava a caneta parada.

         guardada,
         sozinha,
         parada.

ABSURDO!!!!!!

Deixa a caneta escrever!
Se não ela deixa de ser caneta,
passa a vida sendo sem ser.
A melhor parte da vida é a que fica viva na gente.
     o tempo não deixa acontecer mas a gente

                                                                     Sente.
A essência que completa o quase.


A melhor parte da vida são as reticências.
                    beijo roubado na fim da tarde.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

IED

Palavras, sempre ambíguas e vagas. Passeando pelo mundo.
Devagar, divagando pelo espaço que lhes pertence.
Espaço que não sabem bem,
Ocupam ou é
                        vago?
Válido - se não vago - caberá em seu espaço.

Se culpam pela perda do espaço
                           Não sabem se ocupam.
Ocupando mais ou menos espaço, se não válido
                 Eficaz.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vermelho

Sobre os tons que vejo por aí:
               Sóbrios tons de azul.

Sobretons que você não vê, mas sente:
                                          Feliz.

Sente mais sonoros sons,
meios-tons: azuis,

                           na cidade
Sozinha ouço sons,
vejo teus tons de poesia por todo lugar.
tons e sobretons que não são pra ver

Nem ouvir.

                Tom é feito pra sentir.

sábado, 11 de abril de 2015

Um belo dia pra fichar.

O céu azul com nuvens quebrando sua exatidão.

que belo dia pra fichar.

Calor lá fora, gente nova, um mundo estranho pra conhecer.

que belo dia pra fichar.

A praia com areia, sombra, água de coco e camarão.

que belo dia pra fichar.

A vida cheia de cores, sons, coisas novas pra ver.

que belo dia pra fichar. 


terça-feira, 7 de abril de 2015

Eu deveria estar fichando.

todo ser que se acha entendido
não percebe que todo ser
- por natureza ou condição? -
está perdido.

todo ser que cabe nos seus limites
acha que se achou, ILUSÃO.
quintessência do ser, afinal, é não saber o que se é.
se quente ou frio, cheio ou vazio,
adjetivar-se é achar que sabe o que não sabe.

deixa-se de ser quem já se foi,
volta-se a ser sem que o próprio ser se dê conta.
definir-se é não compreender que viver é estar sempre em
"processo de definição".

Marina Moura




Ao movimento artístico mais inspirador que já me tocou.