sábado, 31 de agosto de 2013

Às duas da manhã.

Às duas da manhã ainda é noite.
Muitas luzes ainda estão ligadas,
outras tantas esquecidas.

Às duas da manhã posso ouvir meus ossos estalando,
enquanto ando pela casa.
Ou mal ouvir meus pensamentos,
em salas cheias de pseudo vidas.

Às duas da manhã muitos descobrem quem são,
Outros só escondem a solidão,
entre bebidas cosmopolitas.

Com ajuda de sono ou de drogas,
Muitos estão anestesiados às duas da manhã;
Têm raros momentos tranquilos,
Enquanto não se lembram,
o que os fazem ser o que são de verdade.